CUF investe dez milhões em fábrica de nanotecnologia – Innovanano

A Innovnano será a primeira fábrica de nanotecnologia em Portugal e deverá exportar mais de 90% da produção.

O grupo CUF está a criar uma nova unidade de produção na área da nanotecnologia no Coimbra iParque, um centro científico e tecnológico da responsabilidade da câmara local. O projecto daquela que será a primeira fábrica de nanotecnologia em Portugal representa um investimento de dez milhões de euros.

André Albuquerque, presidente executivo da nova empresa do grupo CUF, a Innovnano, assegura que a unidade está prestes a entrar em funcionamento e, em ano cruzeiro, responderá por um volume de negócios da ordem dos 10 milhões de euros. Mais de 90% da produção, revela o mesmo responsável, irá destinar-se aos mercados internacionais.

A nova unidade da Innovnano é a primeira de várias estruturas industriais que o grupo líder do sector químico nacional poderá vir a instalar no Coimbra iParque. Segundo adiantou um responsável desta infra-estrutura, a CUF reservou um lote para poder expandir a produção de nanotecnologia. No limite, os investimentos do grupo neste parque poderão ascender a 20 milhões de euros. Do projecto consta também a construção de um laboratório de investigação avançada.

http://economico.sapo.pt/noticias/nprint/137805.html

Innovnano inaugura nova fábrica em 2011
A CUF vai investir 10 milhões de euros na construção da nova fábrica da Innovnano em Coimbra. A produção de nanomateriais a partir da região centro tem início no final de 2011 e será complementada com investigação laboratorial intensiva

Pelo menos quatro dezenas de postos de trabalho directos e altamente qualificados serão criados com a construção da nova fábrica da Innovnano, no iParque de Coimbra. As obras deverão decorrer durante o ano de 2011 e ainda do início de 2012 a fábrica deverá estar preparada para assegurar a produção de nanomateriais, dando continuidade ao trabalho já desenvolvido actualmente na unidade semi-industrial de Aljustrel, onde a Innovnano começou a dar os primeiros passos em 2003. Hoje, conta com 16 pessoas numa equipa que dedica grande parte do seu tempo à investigação e desenvolvimento, respondendo ao desafi o lançado pelo Grupo José de Mello, nos primeiros anos desta década, de procurar formas de diversificação dos negócios.

Na sua capacidade máxima, a nova fábrica poderá vir a assegurar a produção de mil toneladas de nanomateriais. Produzidos pela Innovnano a partir de carbonetos, nitretos e metais em diferentes estados de pureza, os nanomateriais são absorvidos por sectores de actividade tão diversos como o armazenamento de energias renováveis, a aviação, a cerâmica avançada ou a cosmética. Apresentando novas propriedades, estes nanomateriais podem ser usados nas vertentes eléctrica, mecânica, magnética ou catalítica, entre outras. Por isso, na Innovnano ninguém duvida de que o futuro passará pela aplicação de nanopartículas em baterias de iões de lítio, sensores de O2, bloqueadores UV, células fotovoltaicas ou revestimentos por projecção térmica. “Há um potencial imenso na área das nanotecnologias e a Innovnano sabe que tem capacidade para estar na vanguarda desta área, onde se prevê uma taxa de empregabilidade promissora para os próximos anos”, observa André Albuquerque, administrador da Innovnano. “Temos vindo a percorrer um longo caminho desde a fase laboratorial e estamos já em fase pré-industrial. O nosso objectivo é fazer desta empresa algo com muito significado no mercado dos nanomateriais e até considerarmos a possibilidade de um dia integrar algumas das nossas aplicações no seio do grupo. Até lá, vamos apostar muito na investigação laboratorial e intensificar a produção industrial”, assegura André Albuquerque.

Garantindo receber total apoio e incentivo da CUF e do Grupo José de Mello, André Albuquerque confirma também a ambição de a Innovnano se afirmar enquanto produtor global de nanopartículas, querendo assegurar a liderança nos mercados em que actua e expandir a sua operação internacional através de parcerias de relevo.

Investigação laboratorial de ponta
Concentrar a produção industrial e a investigação laboratorial em Coimbra traduz-se para a Innovnano na possibilidade de estar mais próximo das comunidades científicas, graças à proximidade das universidades de Coimbra e Aveiro e dos centros tecnológicos, que predominam nas regiões Norte e Centro do país. “Teremos certamente mais acesso a recursos humanos qualificados, estaremos mais próximos das comunidades científicas, poderemos estreitar parcerias relevantes e, naturalmente, aumentar a capacidade de produção”, confirma o administrador da Innovnano. Assim, a equipa que actualmente opera em Aljustrel poderá ser deslocalizada para Coimbra, onde se prevê uma expansão progressiva em recursos humanos e capacidade produtiva. Parte especialmente relevante deste projecto é o novo laboratório da Innovnano, que será desenvolvido no mesmo complexo industrial de Coimbra. Será um espaço dotado com o mais moderno equipamento de investigação para nanopartículas, exercendo um papel fundamental não só no desenvolvimento de novos produtos e aplicações, mas também na garantia do total controlo de qualidade.

“A investigação laboratorial é já exercida em Aljustrel, mas será amplamente reforçada em Coimbra. É uma parte fundamental desta actividade, pois estamos a operar numa área onde a investigação e desenvolvimento são muito intensivos. Daí que também nesta vertente é especialmente importante estarmos perto da comunidade científica e das universidades”, reconhece o administrador da Innovnano.

4 PATENTES
Desde que começou a operar em Aljustrel, em 2003, a Innovnano tem dedicado especial atenção à investigação laboratorial, tendo já registado quatro patentes. Aumentar o número de patentes é também um dos objectivos assumidos por toda a equipa da fabricante de nanomateriais, contando para isso com o moderno laboratório que deverá nascer no iParque, em Coimbra, junto à nova unidade fabril.

Patentes já registadas:
– Production of Fine Powder of Aluminium Oxide
– Nanocrystaline Spherical Ceramic Oxides, process for the synthesis and use thereof
– Nanometric-sized Ceramic Materials, process for their synthesis and uses thereof
– Ceramic Powders Coated with a Nanoparticle Layer and process of obtaining thereof

PARCERIAS
A Universidade de Coimbra, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro figuram entre a lista de entidades com as quais foram já estabelecidas parcerias para o desenvolvimento de estudos relevantes para a produção de nanopartículas. A estas entidades juntam-se ainda a Rede de Competências de Polímeros, o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro e a Invisible Network.

http://www.josedemello.pt/gjm_tdf_01.asp?lang=pt&artigo=652

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~ by vascoteixeira on March 1, 2012.

 
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